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Museu do Tiradentino Virtual |
Maria
Luiza Boaventura Leite
a dama
das mãos de fada
Maria Luiza Boaventura Leite.
Fotografia: Luiz Cruz.
Boaventura
Leite é família de raízes que se conectaram a outras e aprofundaram nas Minas
Gerais. Vincularam afetivamente regiões distintas e com culturas muito
peculiares – de Pirapora a Paracatu, Curvelo a Morro da Garça, Cordisburgo ao
portão do Sertão, da jovem Belo Horizonte à tricentenária Tiradentes.
Maria
Luiza Boaventura Leite nasceu em Pirapora, em 1º de novembro de 1948. Seus pais
eram Edmundo Boaventura Leite e Ilka Vargas Boaventura; nesse núcleo, os filhos
são quatro mulheres e dois homens. Ela passou a infância toda em Pirapora, às
margens do caudaloso Rio São Francisco – o rio da integração nacional. Estudou
no Colégio Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e fez o Curso Normal no
Ginásio São João Batista.
Conta
que a infância foi maravilhosa, Pirapora era uma cidade cosmopolitana, aerada,
leve e ponto de encontros. Tinha o “porto”, tinha a Marinha Mercante, tudo com
muito movimento. As férias eram passadas no Morro da Garça, com os avós
paternos. Havia a casa da “venda”, o armazém de secos e molhados, onde se podia
comprar de tudo: tecidos, cadernos, querosene, fumo de rolo, algodão, artigos
de armarinho, feijão, sal... Uma venda com muitas portas. Localizada bem à
frente do Morro da Garça. Atualmente, a edificação abriga o Museu Casa
Boaventura e seu acervo é formado por fotografias, objetos, móveis, a
história familiar e a da localidade Morro da Garça.
Museu Casa Boaventura. Morro da Garça-MG.
Fotografia: acervo Museu Casa Boaventura.
O
Morro da Garça tem origem antiga, encontrava-se na rota do “caminho dos
boiadeiros”, a ligar a Bahia com as Minas de Sabará, ainda nos primeiros anos
setecentistas. Lá, então, surgiu a Capela de Nossa Senhora das Maravilhas,
construída em 1720 e infelizmente demolida em 1950.
A
referência mais antiga do Morro da Garça figura na obra Cultura e Opulência
do Brasil, de André João Antonil, publicada em Lisboa, em 1711. Morro da
Garça, Campo da Garça e Fazenda da Garça foram mencionados nos roteiros dos
boiadeiros da Bahia. O primeiro vigário
da capela dedicada à Nossa Senhora das Maravilhas foi o Padre João Batista
Boaventura Leite (Barbosa, 1995, p. 212).
O
Arraial do Morro da Garça integrava o termo de Curvelo, sua emancipação ocorreu
em 1962. Toda mobilização para a emancipação do Morro da Garça contou com o
empenho da família Boaventura Leite e seu primeiro prefeito foi José Boaventura
Leite Júnior, que tomou posse nesse cargo em 3 de agosto de 1962. A paróquia da
nova municipalidade é dedicada à Nossa Senhora da Conceição do Morro da Garça.
Da
religiosidade familiar, Maria Luiza Boaventura herdou da avó materna, do Morro
da Garça, Maria Amélia, a devoção a São José. Santo forte, o homem escolhido
para ser o marido de Santa Maria e o pai de Jesus Cristo.
Uma
trajetória para a formação
Edmundo
Boaventura Leite foi um homem de visão. Adquiriu em Belo Horizonte um
apartamento em 1967, para receber os filhos no período de formação. Nesse ano, Maria
Luiza se mudou para a capital para estudar. Fez o Curso de Nutrição, na Escola
de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais e logo começou a trabalhar. Era um
curso técnico e naquela época o Curso Superior de Nutrição só havia no Rio de
Janeiro; em Minas, primeiro Curso de Nutrição foi em Ouro Preto, aprovado em
1978. Depois, iniciou em Comunicação, na PUC-MG, interrompeu para se casar e
mudar para São Paulo. Às vésperas do casamento, seu futuro marido foi
transferido para Belo Horizonte. Casou-se, mas não retornou para concluir Comunicação,
na PUC-MG. Teve duas filhas: Ana Luiza Boaventura de Andrade e Laura Boaventura
de Andrade.
Maria Luiza e suas filhas: Ana Luiza e Laura.
Fotografia: acervo Família Boaventura Leite.
Sempre
trabalhou em Belo Horizonte. Sempre teve autonomia, inclusive de mobilidade, há
mais de 60 anos possui a CNH – Carteira Nacional de Habilitação. Trabalhou no
Estado de Minas Gerais, no Procon que foi ligado ao Seplan, cuidou da criação
do “Código do Consumidor” e para tal esteve algumas vezes em Brasília, para
estudar como o órgão deveria funcionar da melhor maneira possível. Sempre se
dedicou à área de alimentos. Em Belo Horizonte, prestou concurso no SESI, ainda
dirigido por José de Alencar. Foi aprovada e trabalhou por curto período na
Creche Bem-Me-Quer, em Tiradentes.
Maria
Luiza conheceu Tiradentes em 1969. Voltou a frequentar a cidade a partir de
1984, quando a irmã Maria José Boaventura alugou o “Chalé” e para Tiradentes se
mudou. Um dia, passeando pelo centro antigo, viu uma placa de “vende-se” na
casa do Largo do Ó, número 13. Era Carnaval. Teve interesse em adquiri-la e 15
dias após, estava na cidade para assinar a documentação de compra da casa. Logo
fez a reforma e uma das moradoras foi a artista visual Maria Lídia Magliani. Somente
em 1993 veio viver definitivamente em Tiradentes.
A casa
do Largo do Ó número 13 pertencera à Dona Eufrásia, irmã de Dona Trindade do
João Capitão; que vendera o imóvel para viver mais próxima à irmã, na Prainha. Era
uma casa pequena, mas repleta de história e memória, elemento componente de um
dos largos mais charmosos do Brasil: o Largo do Ó, da antiga Vila de São José.
Naquela singela edificação, abriu-se, então, a “Maria Luiza Casa de Chá, Café e
Bordados”.
Foi o
primeiro café de Tiradentes. Como ocorreu com o hotel Solar da Ponte, onde Anna
Maria Parsons inovou a maneira de se hospedar com charme, elegância e a
prestigiar os talentos locais da artesania; Maria Luiza também foi pioneira ao
receber para se tomar um bom café e se deliciar com um pão de queijo quente.
Era um café, galeria de arte, um ambiente acolhedor.
Maria
Luiza se valeu das experiências culinárias familiares – tão enraizadas em
Minas. Café com as iguarias mineiras: os biscoitinhos crocantes, a broa de
fubá, os sanduiches de carne, as geleias, os bolos, as tortas, os pães
recheados, as broinhas de canjica, as quiches salgadas – com nove sabores
deliciosos. Para as noites frias: os caldos e as sopinhas fumegantes. Preparava
também as comidinhas alemãs, que aprendera com a amiga Zahrle. O ambiente
agradável, com boa música, especialmente do compositor Manoel Dias de Oliveira,
era propício à boa mesa de café.
Ambrosia de Maria Luiza, receita da avó Maria Vargas, de Paracatu-MG.
Fotografia: Luiz Cruz.
O
carro chefe da Casa era a ambrosia, o mais autêntico manjar dos deuses. Receita
de gerações consecutivas da família, que herdara da avó materna Maria Vargas,
de Paracatu. A Casa oferecia música ao vivo e recebia muitos artistas que se
apresentavam na cidade. Para quem passava por Tiradentes, nada melhor que um
bom café. Maria Luiza foi pioneira também na apresentação de sua Casa, ao criar
um cartão personalizado, uma imagem delicada sobre os seus produtos oferecidos
à clientela do Largo do Ó, com o seguinte texto:
Maria Luiza Casa de Chá, Café Bordados,
criado pela artista visual Maria José Boaventura, aquarela, 2002.
Café de mineiro, com boa prosa...
Primeiro, é preciso não ter pressa, assentar os pensamentos, refrescar
a cabeça. O café é que deve ser quente, fumegante, sair lentamente da xícara e
ir temperando as palavras. Esperar assar o pão de queijo, sentir o seu cheiro
vir lá da cozinha. Enquanto isso, sai da boca do forno a broa prosa, o ouro do
milho, inesgotável. Aí, pode surgir um caso, um conto, uma fatia de história ou
um fio da memória puxado. Coisas que o mineiro gosta de guardar e dá de
graça...
Para adoçar o encontro, consigo, com a infância ou com os avós, é bom
mergulhar na ambrosia (alimento dos deuses). Dizem que ela é capaz de resgatar
qualquer alma do limbo e devolvê-la sem o pecado original. E doce de abóbora,
geleias, biscoitinhos, travessuras para os olhos e o paladar, tantas cores,
formas e sabores.
Ao afrouxar assim o tempo, podemos nos tornar seus donos, em vez de
seus servos. Numa mesa de café, em Minas Gerais, gastamos sem medo uma coisa
que ainda temos: outro tempo, trem difícil de achar por aí pra comprar!
Maria
José Boaventura, 2002.
Muitos
artistas retrataram a casa do Largo do Ó, número 13, dentre eles o pintor local
José Damas, que pintou sua primeira pedra com a casa. Ela foi tema de trabalhos
das artistas Ucha, Magliani e tantos outros.
Largo do Ó e a Casa Maria Luiza. Autor: Zé Damas, pintura a óleo sobre madeira.
Acervo: Maria Luiza Boaventura Leite.
Acervo: Maria
Luiza Boaventura Leite.
Casa Maria Luiza, Largo do Ó. Autora: Ucha, pintura, acrílica sobre tela.
Acervo: Maria Luiza Boaventura Leite.
Casa Maria Luiza, Largo do Ó. Autora: Magliani, guache sobre papel.
Acervo: Maria Luiza Boaventura Leite.
Maria Luiza na porta do Passo da Paixão do Largo do Ó,
exatamente em frente à sua Casa. Fotografia: Luiz Cruz, 2002.
Além
das obras de arte, diversos objetos antigos de cozinha compunham a ornamentação
da Casa de Chá, Café e Bordados. Um item que se destacava era a coleção de bules
antigos, em vários formatos, cores e materiais. Maria
Luiza sabia a origem de cada um deles, de sua história e de suas trajetórias
familiares. Infelizmente, depois que fechou a Casa, por falta de espaço, teve
que desfazer dessa coleção, ficando apenas com alguns dos seus favoritos.
Bule de chá da Coleção Maria Luiza.
Fotografia: Luiz Cruz.
Bules de chá da Coleção Maria Luiza.
Fotografia: Luiz Cruz.
Mesmo
após fechar o Café, que funcionou por 14 anos, Maria Luiza segue cozinhando. O
carro chefe continua sendo a ambrosia. Faz as geleias, os bolos, as tortas, as
comidas alemãs. Mas só para os clientes fidelíssimos da sua antiga Casa. Sua
ambrosia continua fazendo sucesso e ainda chega a várias localidades do Brasil
e do exterior.
Uma
tiradentina de coração
As
raízes de Maria Luiza, de Pirapora – seu torrão natal, se adentraram no solo de
Tiradentes. Ela se tornou uma tiradentina de coração. Ama a terrinha como raros
cidadãos. E acabou sendo presença marcante em todos os movimentos culturais e
sociais da cidade.
Maria Luiza
com grupo a assistir à inauguração das obras de restauração do
Sobrado Ramalho. Fotografia: Luiz Cruz.
Com o
passar do tempo, construiu sua casa, em módulos, na Rua Vereador Antônio
Coimbra e mantém um belo jardim. Sempre gostou de plantas e até teve um horto
para oferecer boas opções para a jardinagem local. Foi uma das fundadoras do Núcleo
Orquidófilo Serra de São José, que realizou diversas exposições, palestras
e oficinas de cultivos de plantas, sempre com o objetivo da proteção das
espécies da Serra de São José.
Souvenir do Núcleo Orquidófilo Serra
de São José. Acervo: Luiz Cruz.
Exposição Nacional de Orquídeas, do Núcleo Orquidófilo Serra de São José.
Fotografias: Luiz Cruz.
Participou do Congado de São Benedito, organizado pelo
Instituto Cultural Biblioteca do Ó, que contou com o apoio financeiro da
Fundação Palmares. Integrava a Guarda
Feminina do Congado. Conta que durante as pesquisas para a construção da indumentária
dos congadeiros estava em Portugal. Ao retornar, tudo já estava pronto e ficara
maravilhada com as roupas, os adereços, as bandeiras, os detalhes, o bom
acabamento e o cuidado que tiveram com tudo.
Rede de Solidariedade
Maria Luiza sempre foi uma cidadã atenta. Durante a pandemia de Covid-19 muitas famílias passaram por momentos difíceis. Algumas pessoas perderam o emprego, outros tiveram os vencimentos bloqueados. Juntamente com Luiz Cruz e Maria José Boaventura, criaram a Rede de Solidariedade, para apoiar famílias. Inicialmente, com apoio às gestantes e às puérperas. Convocadas pelas Boaventura, várias amigas começaram a tricotar enxovais para os bebês. As doações chegavam, aqueciam os pequeninos e com delicadeza.
Fotografias: Luiz Cruz.
Descobrimos
que muitas famílias se encontravam em grave situação alimentar. A Rede de Solidariedade
passou a fornecer cesta básica para essas famílias, eram encomendadas ao
supermercado – que as vezes demorava muito para a fazer as entregas. A Rede
recebia as doações e as famílias recebiam os produtos. Ninguém sabia quem
doava, ninguém sabia quem recebia. Infelizmente, devido à demora para a
entrega, tivemos que fazer pessoalmente as entregas de apoio às famílias.
A Rede
recebeu e encaminhou roupa de cama, roupa de banho e cobertores. Contribuiu para
amenizar aqueles problemas inesperados em decorrência da pandemia. Foram momento dramáticos, mas também foram
momentos lindos, quando tivemos a certeza de que nossos amigos foram solidários
e comprometidos com o bem-estar social em Tiradentes. A todos que apoiaram a Rede
de Solidariedade seremos eternamente agradecidos. Maria Luiza teve o cuidado de receber parte das
doações e anotar tudo, para prestação de contas. Coisa que só os amantes da
transparência e da ética apreciam.
Para aquecer o coração e a
alma
Não
tenha dúvida que Maria Luiza ama Tiradentes e os seus moradores. Sempre que tem
notícia de que alguém está enfermo ou retornou do hospital após uma cirurgia,
lá vem a Maria Luiza com a panelinha de sopa, quente, saborosa e nutritiva para
que o convalescente recupere suas energias. Muitas, muitas pessoas já foram
contempladas com o caldo, canja ou sopa de legumes dela. Só quem recebeu esse
mimo saboroso, sabe o quanto é importante essa gentileza, esse calor humano,
para o corpo e para alma.
Sempre
visita os amigos e amigas. Gosta de se fazer presente na vida das pessoas que
presa. E isso faz a diferença...
Maria Luiza e Dona Maria Edna, amiga que morava nas Lagoas, caminho do Bichinho.
Fotografia:
Luiz Cruz.
Maria Luiza nas Lagoas, onde ia visitar a amiga Dona Maria Edna.
Fotografia: Luiz Cruz.
Na arte e na cultura
A
família Boaventura / Vargas sempre esteve vinculada à cultura. Maria Luiza
acompanha os eventos culturais de Tiradentes e de Minas Gerais. Em especial, participa
das manifestações de raiz afro-brasileira. Para isso, já realizou diversas
viagens, mas aprecia também os concertos, exposições, palestras, lançamentos de
livros. Por certo tempo, integrou o
Coral Viva Voz, que realizou diversas apresentações; especialmente, junto ao
órgão setecentista da Matriz de Santo Antônio.
Cristina Seabra, Maria Luiza e Ricardo Ribeiro Resende –
lançamento do livro Memória Tropeira, em Tiradentes-MG.
Fotografia: Luiz Cruz.
Cida Chaves e Maria Luiza, no lançamento do livro
Mulheres insurgentes na Inconfidência Mineira,
Anexo do Museu da Inconfidência, Ouro Preto-MG.Fotografia: Luiz Cruz.
Maria Luiza, na celebração Águas de Iemanja, Rua da Cachaça, São João del-Rei.
Fotografia: Luiz Cruz.
Regina Carvalho, Maria José Boaventura, Maria Luiza, Ricardo Ribeiro Resende e
Walquir Avelar no Reinado de Nossa Senhora do Rosário, Oliveira-MG,
uma das mais importantes celebrações da cultura afro de Minas Gerais.
Fotografia: Luiz Cruz.
Dona Antônia Rita de Jesus Xavier, a irmã mais nova do Alferes Tiradentes.
Fotografia: Luiz Cruz.
Cultura Política
Maria
Luiza passou a juventude em Belo Horizonte e vivenciou bem de perto o que foram
os “anos chumbo”, consequência do golpe militar ocorrido em 1964. Pessoas que
se manifestavam pela Democracia eram perseguidas, presas, torturadas, mortas e
muitas delas tiveram seus corpos desaparecidos. Foram os tempos tenebrosos.
Consciente
do valor da Democracia, Maria Luiza sempre participou das manifestações
realizadas em Tiradentes: Contra o Genocídio, Contra o PL da Devastação
Ambiental, Contra o Racismo Estrutural em Tiradentes, Contra a Anistia para os
Golpistas, Pela Democracia, Pela Vida, Pela Educação, Pelo SUS, Pelo Tombamento
Federal da Serra de São José Já. Esteve presente em todas. Incentivou e apoiou
as caminhadas contra as loucuras promovidas pelo “governo militar” passado. Parou
e manifestou contra o racismo estrutural em Tiradentes. Caminhou e oportunizou subsídios
para refletir que precisamos “lembrar para não esquecer”, que a ditadura
militar é a obscuridade, a corrupção ampla e que mata, além de promover a
ignorância do povo.
Fotografia:
Luiz Cruz.
Maria Luiza na concentração da manifestação: Contra o PL da Devastação.
Fotografia: Luiz Cruz.
Maria Luiza em uma das manifestações contra o racismo estrutural em Tiradentes-MG.
Fotografia: Luiz Cruz.
Maria Luiza na manifestação Contra a Anistia para Golpistas.
Fotografia: Luiz Cruz.
O
tempo passa, o tempo voa. Parece que foi ontem que Maria Luiza se transferiu para
Tiradentes e adotou a cidade como o seu torrão natal de coração. Continua sua
jornada, agora, apenas com mais vagar. Adora cozinhar e preparar suas
preciosidades – em especial a ambrosia, o manjar dos deuses. Costura, borda,
cuida das plantas e da casa, cuida dos familiares e dos amigos. Aprecia com
imensurável felicidade cada minuto que convive com a neta Alice.
O
tempo passa, o tempo voa, mas Maria Luiza mantém sua jovialidade firme, repleta
de generosidade e refinado senso de humanidade.
Luiz
Cruz
Nasceu e vive em Tiradentes. É
professor, autor e editor. É doutor e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela
EAU-UFMG, prestou estágio pós-doutoral em História, na Fafich-UFMG.
Especialista em Administração e Manejo de Unidades de Conservação, pela
UEMG/U.S.Fish; especialista em Planos Municipais de Cultura, pela UFBA. Estudou
artes na FAOP – Ouro Preto e na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro.
Referências:
ANTONIL, André
João. Cultura e Opulência da Brasil. Lisboa, 1711.
BARBOSA,
Waldemar de Almeida. Dicionário Geográfico de Minas Gerais. Belo
Horizonte: Itatiaia, 1995.
BARBOSA,
Waldemar de Almeida. Dicionário da Terra e da Gente de Minas. Belo
Horizonte: Secretaria de Estado da Cultura, Arquivo Público Mineiro. Imprensa
Oficial, 1985.
LARANJEIRA,
Dilce. Ave, Sertão. Belo Horizonte: Ed. do Autor, 2015.



















