domingo, 21 de junho de 2026

 

Museu do Tiradentino

 virtual

 

 

 

César Reis

O Fotógrafo das Invisibilidades

 

Ele fotografa diariamente. César sai de casa com o dia ainda escuro, à procura da luminosidade adequada para suas fotografias. Persegue os primeiros raios de luz, segue trilhas para ver o colchão de neblina sobre a cidade. Aprecia e registra aquela movimentação alva que nos revela detalhes encantadores da Paisagem. Investigador da luz e das sombras. Assim, nos apresenta imagens absolutamente únicas, daquele click mágico. Nossa arquitetura fica mais enobrecida com as suas fotografias. As nossas serras, ganham mais imponência através das suas imagens, especialmente a Serra de São José e a Serra do Lenheiro – dois elementos marcantes da paisagem do Campo das Vertentes.


                    

César Reis na Cachoeira do Bom Despacho. Serra de São José.

 Fotografia: Luiz Cruz.


O nome dele é Paulo César Reis da Costa. Nasceu em 19 de novembro de 1967, em Resende Costa, o Arraial da Lage, que integrava o termo da antiga Vila de São José. Filho de Paulo Reis da Costa e Maria Clara dos Reis. O pai foi militar, por isso morou em outras localidades, depois de Resende Costa, dos 3 aos 7 anos, passou a viver em Ritápolis e daí por diante a família acabou estabelecida em Tiradentes.

O casal Paulo e Maria Clara teve outros filhos: Elizabete Simone, Elizete Regina, Wiler Carlos e Edson Antônio. Dona Maria Clara faleceu ainda jovem, aos 49 anos e o Sr. Paulo partiu em 2020.

César Reis estudou até o 8º ano, ainda pegou o antigo Ginásio Estadual Dom Delfim Ribeiro Guedes e depois transferido para a Escola Estadual Basílio da Gama. Foi no Ginásio que ouviu pela primeira vez a palavra “greve”. Os professores entraram em greve e as aulas foram suspensas por certo período. Em São João del-Rei, estudou na Escola de Comércio Tiradentes.

 

Os avós

 

A passagem de César Reis por Resende Costa, onde viviam os avós maternos, foi rápida. Ia ocasionalmente visitá-los, por isso, teve pouco convívio com eles. Mas com os avós paternos vivenciou inúmeras experiências e expressivo aprendizado.

O avô, Sr. Antônio Sotero da Costa, viveu na casa do Largo do Chafariz, a que aparece na fotografia abaixo. A avó, Dona Maria Luiza da Costa, vivia em uma casa que não existe mais, que ficava próxima à Trilha do Mangue. Dessa edificação subsistem vestígios arqueológicos. Ela era da família Campos, irmã do afamado Lourenço Campos, que por muitos anos manteve a “jardineira” circulando entre Tiradentes e São João del-Rei.

                    

Chafariz de São José, ao fundo a casa onde viveu o avô de César Reis.

Fotografia: Paul Stille, Aciphan-RJ, arquivo Luiz Cruz.

 

Após se casarem, Antônio e Maria Luiza foram viver em uma casa nas proximidades do sopé da Serra de São José. Essa edificação e seu grande terreno pertenciam a Fidélis Guimarães – área onde atualmente se encontra a Pousada Calçada da Serra. Antônio sempre trabalhou com o cultivo de verduras e naquele terreno plantava de meia com o proprietário, que vivia em Belo Horizonte. Nessa casa, próxima à Trilha do Carteiro, nasceram os três primeiros filhos do casal: Margarida Almeida, Tarcísio José dos Santos e Paulo Reis. Hoje subsistem os vestígios arqueológicos dessa edificação, a vegetação encobriu o que sobrou das paredes, alicerces, soleiras e entradas com fragmentos de calçada. Resultou num dos mais interessantes sítios arqueológicos da Serra de São José, merecedor de estudos, prospecção, registro e proteção. 

 


 Ruínas da casa onde viveram os avós paternos de César Reis,

 sopé da Serra de São José. Hoje, precioso sítio arqueológico. Fotos: Luiz Cruz. 


Sr. Antônio e Dona Maria Luiza viveram bom tempo nessa casa, sempre trabalhando com plantação de verduras, até conseguirem adquirir a casa do Largo do Ó, a de número 1. 

 

Os avós paternos

 

Na casa do Largo do Ó nasceu a quarta filha do casal, a Carmelita, depois, os demais. Trata-se de uma das mais belas edificações da cidade, que conta com um conjunto de tetos pintados, com cartelas, rocalhas, flores e fingidos de marmorizados. A fachada tem duas portas, uma era da capela particular.

 

Casa do Largo do Ó, número 1. Fotografia: Luiz Cruz.

 

  

Detalhes dos tetos pintados da Casa do Largo do Ó, número 1. Fotos: Luiz Cruz.

 

Com os avós, nessa casa, César Reis construiu vasta memória do seu cotidiano de criança. Com brilho nos olhos, relembra a “vó” tão querida. Ressalta o seu papel fundamental na educação dos filhos e dos netos. Na companhia dela conheceu os encantamentos da Serra de São José, quando iam buscar as areias coloridas e as plantas para armar o Presépio; quando saía para coletar os ramos de arnica para as garrafadas; quando apanhava as sempre-vivas a serem aplicadas no artesanato vendido para turista.

Com a mãe, Dona Clara, aprendeu a cuidar da casa. Tinha que encerar o assoalho de tábuas largas e o chão da cozinha em vermelhão. Encerava e lustrava com o “escovão”. Tudo tinha que ficar impecável, brilhando, para depois ir brincar.

Foi a “vó” que o preparou para os mandados em São João del-Rei. Aos sete anos, já circulava entre as duas cidades, para comprar o que se necessitava – de linha para bordar até o fumo de rolo para o avô. Assim, aos poucos, foi construindo sua vivência de menino, que sempre trabalhou.

Conta que semanalmente ia à Cerâmica Progresso buscar cinzas dos fornos, para a “vó” fazer sabão de bola e vender. Por vários anos, saía para vender em balaios os caquis maduros em São João del-Rei. Circulava pelas ruas oferecendo a fruta saborosa para os possíveis interessados. Vendia tudo. O mesmo ocorria com as outras frutas sazonais.

Dona Maria Luiza era benzedeira. Benzia de tudo, para gente e para os animais. Certo dia, bateram à porta da casa, era um estrangeiro, do Circo de Roma, que chegara na cidade. A grande atração do circo era o elefante – uma fêmea ainda jovem, que ao passar na rua, o piso afundou e ela teve uma torção na pata e sentia muito. O homem do circo pediu à Dona Maria Luiza para ir benzer a elefante. Lá foram eles, a avó e o neto César Reis. A benzeção era com uma bola de cera, pregos e uma linha. Dona Maria Luiza rezava e o neto respondia, como se fosse o animal. O menino se viu diante aquele paquiderme gigantesco e fabuloso – conta que ficou gravado em sua memória para sempre as suas impressões sobre o bicho – o odor, a textura da pele, o volume, o movimento das orelhas, os pelos, a pata ferida... No dia seguinte, o homem do circo bateu novamente à porta da casa, agora para levar “tickets” de entrada para toda a família. A elefanta ficara boa e todos foram convidados para o espetáculo inaugural do Circo de Roma.

A “vó” benzia de tudo e sempre manteve atrás da porta da alcova as três estrelas, a representar os santos Reis Magos, Baltasar, Gaspar e Melquior. Mulher de forte personalidade e potente religiosidade. Aprendera com os seus antepassados de origem indígena os segredos das plantas de uso medicinal tradicional, cuidou da saúde dos seus descendentes com os chás caseiros. Como lenheira, subia as trilhas da Serra de São José para buscar lenha para o uso doméstico e entre os galhos secos, trazia as ervas necessárias para tratar da prole.

 

Procissão de Corpus Christi, Dona Maria Luiza, a primeira da fila a direita,

na companhia de suas netas. Década de 1980. Fotografia: Luiz Cruz.

 

A primeira vez que entramos na casa do Largo do Ó ficamos surpresos, havia muitas plantas e muitas flores. Os copos-de-leite estavam lindos. Dona Maria Luiza nos disse: “plantamos, cuidamos, colhemos e oferecemos à Nossa Senhora. É só para ela”. Essa fala ficou guardada em nossas lembranças.

Por décadas consecutivas Dona Maria Luiza cuidou da Igreja de São João Evangelista, com a ajuda das filhas e dos netos. Para as celebrações da Semana Santa, ornamentava os andores, com as flores que cultivava e ainda as das pessoas que faziam promessas, ao cultivar e enviar as flores para os andores. O mesmo ocorria com o andor do Pai Eterno, do Santuário da Santíssima Trindade. Dona Maria Luiza fez a ornamentação dos andores por muitos anos, com muita dedicação. Era tudo singelo, mas com arranjos elegantes e de bom gosto. O principal era a imagem, a ornamentação era um componente secundário; diferentemente da atualidade, agora as floriculturas são contratadas e as flores são utilizadas em profusão, a sobrepor a imagem no andor – prima a ostentação.

Ainda, ao longo de muitos anos, Dona Maria Luiza cuidou do Passo da Paixão do Largo do Ó, limpando e preparando-o para as procissões. Depois, esse encargo ficou com as filhas, até que a Paróquia de Santo Antônio e a Irmandade do Senhor dos Passos tomaram as chaves das tradicionais zeladoras dos Passos.


Dona Maria Luiza ornamentando o andor do Pai Eterno,Santuário da Santíssima Trindade. Década de 1970. Fotografia: acervo da família.

 

 Passo da Paixão do Largo do Ó, que por décadas consecutivas foi cuidado pela Família Costa; César, Dona Luluca e Dona Carmelita. Fotografia: Luiz Cruz.

 

Sr. Antônio, que descendia da família “Veloso”, sempre se dedicou à plantação no terreno de sua propriedade, outros da família também cultivavam e trabalhavam com olaria. Gostava muito pescar na lagoa do Cacheu e levava o neto César Reis em sua companhia. Sempre apreciou futebol e torcia para o time do Grêmio Esportivo São João Evangelista. Foi um torcedor empolgado.


Antônio Sotero da Costa, no adro da Matriz de Santo Antônio. Fotografia: Walter Firmo, década de 1980.

 

Fachada da Casa do Largo do Ó, 1. Fotografia: Luiz Cruz.

 

Da casa dos avós paternos, César Reis guarda muitas recordações e muito aprendizado. Posteriormente, Yves Alves adquiriu e restaurou o imóvel; e nele, por 17 anos consecutivos, funcionou a sede do Instituto Cultural Biblioteca do Ó, onde foram desenvolvidas suas atividades. Uma delas foi a criação do Congado de São Benedito, projeto que contou com o apoio financeiro da Fundação Palmares.

 

Percorrendo seu caminho

 

Paulo Reis que era militar, deixou a PMMG e foi trabalhar como pedreiro e com a montagem de taipá. Por oito anos, César acompanhou o pai ajudando-o como seu auxiliar. Até que partiu para a carreira solo, na atividade de pintor. Em 1989, prestou concurso para a Funrei, a atual UFSJ, para o cargo de pintor. Obteve aprovação e iniciou no trabalho em janeiro de 1990. Nesse mesmo ano, conheceu e se casou com Bernadete Maria Silva Reis Costa. A filha única do casal, Jéssica Augusta Reis da Costa, nasceu em 1992.

 

Bernadete e César. Fotografia: Luiz Cruz. 


A fotografia

 

Nos tempos de criança descobriu o fascínio pela fotografia. Sua tia, a Dona Carmelita, sempre foi uma pessoa independente economicamente, ela trabalhava como ourives na Oficina São Judas Tadeu, do Mitula. Gostava de viajar e um dia comprou uma câmera fotográfica. Sempre que passeava na Serra de São José, fazia os registros fotográficos. Foi através de Dona Carmelita que César se encantou pela fotografia. Ele conta, ainda, que quando criança, gostava de observar o Eros Conceição fotografando as celebrações de primeira comunhão, formatura e outras. Quando Eros usava o seu potente “flash” ficava maravilhado – “aquela luz, aquele som”. Hoje, César possui um acervo fotográfico gigantesco, todo digitalizado.

 

César Reis, aos 10 anos, atravessando a Serra de São José. 

Fotografia: Dona Carmelita, acervo César Reis. 

 

César Reis no Alto da Serra de São José contemplando a 

Paisagem de Tiradentes. Fotografia: César Reis. 

 

Orgulhoso, fala que Jéssica, sua filha, foi a grande vencedora do concurso de fotos da primeira edição do Festival de Fotografia de Tiradentes. César já participou de exposição desse festival e foi também homenageado. Uma de suas fotografias ilustrou o catálogo do evento, a imagem teve reprodução e distribuição pelo festival.

Praticamente em todos os eventos externos da cidade encontramos o César fotografando. Sempre bem-humorado e fascinado por sua terrinha, nossa amada Tiradentes. É grande incentivador e apoiador das nossas lutas em defesa da Serra de São José, por isso esteve presente em todas as nossas manifestações “Pelo Tombamento Federal da Serra de São José Já”.

 

César Reis fotografando o Cortejo das Artes. Fotografia: Luiz Cruz.


César Reis na grande manifestação em defesa da Serra de São José,

 Largo das Forras, Tiradentes. Fotografia: Luiz Cruz.

 

 

César Reis no grande Cortejo das Artes da Mostra de Cinema de Tiradentes,

 Ala Verde da Serra de São José. Fotografia: Luiz Cruz.

 


Um homem de paixões ardentes 

 

Desde a tenra idade, César devota imensurável paixão à avó Maria Luiza, uma cidadã admirada por todos os familiares e pela comunidade tiradentina. Depois, conheceu sua amada Bernadete, esposa e companheira do cotidiano. Encantou-se pela filha Jéssica, o amor de sua vida. Mas ele tem mais paixões potentes, além das mulheres e da fotografia. Outra paixão é o seu time de coração, o Flamengo. Ama o ciclismo – já percorreu diversas trilhas do Campo das Vertentes, conhece tudo como as linhas da sua mão. Adora as atividades na Serra de São José, principalmente a caminhada matinal para apreciar a luminosidade sobre as rochas e a vegetação. Segue de perto o calendário lunar, para obter as fotografias mais sensíveis e ao mesmo tempo as mais espetaculares do Irmão Sol e da Irmã Lua.

Além e tudo isso, é um grande companheiro nosso. É sobretudo um homem generoso. Compreende que o Planeta Terra foi um grande presente para a humanidade e que juntos precisamos promover ações para deixá-lo em melhores condições para os nossos descendentes.

Mais uma vez, com os olhos a brilhar, nos conta que tudo na sua vida foi muito forte. Porém, nada supera a alegria ao nascer do seu neto – Bernardo Costa Silveira, em 2019. Depois que o neto nasceu, tudo ficou mais bonito, mais sensível, mais vívido. E arremata, “ser avô foi a maior alegria da minha vida!”.

 

Luiz Cruz

Nasceu e vive em Tiradentes. É professor, autor e editor. É doutor e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela EAU-UFMG, prestou estágio pós-doutoral em História, na Fafich-UFMG. Especialista em Administração e Manejo de Unidades de Conservação, pela UEMG/U.S.Fish e em Planos Municipais de Cultura, pela UFBA. Estudou artes na FAOP – Ouro Preto e na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro.

 

Apoio institucional:

 

  



      

29 comentários:

  1. Conheço César a pouco tempo,mas as fotografias dele sempre me chamou a atenção,ele tem um olhar peculiar,consegue registrar emoção através de suas lentes. César é um guardião da cultura tiradentina.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. HELIO, muito obrigado pela presença aqui no Museu do Tiradentino. Nosso querido César é um fotógrafo refinado. Dedica-se à fotografia, a cada ângulo que elege, fotografa incansavelmente, por isso, suas imagens vão ficando lapidadas, apuradas. Ele fotografa diariamente. Persegue as belas cenas. Abraço

      Excluir
    2. Muito lisonjeado e com os olhos cheio de lágrimas de alegria, obrigado de coração Luiz

      Excluir
    3. César, este registro deve ser seu. Foi uma alegria e uma honra fazer produção textual e fotográfica sobre você, sua história e as sua fotografias. Homenagem justa e merecida. Grand abraço para você.

      Excluir
  2. Nossa! Que trajetória lindíssima! O acompanho nas redes sociais! 👏

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jacqueline, gratidão por sua presença e registro aqui. O Museu do Tiradentino foi criado pela iluminar histórias de vida. A história do César Reis é um espetáculo e suas fotografias sem simplesmente lindas. Abraço

      Excluir
  3. Obrigado de coração

    ResponderExcluir
  4. Regina Cavalieri/JF/MG21 de junho de 2026 às 08:12

    Amo suas fotos, seu talento incrível para combinar "Divino e Humano"! Deus, nosso arquiteto Maior, faz parte da maioria de suas fotos! PARABÉNS, César Reis, recebo diariamente suas postagens e guardo com carinho todas elas! 🙏🙌🏼

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Regina Caliri, muito obrigado pela presença aqui. Acompanhamos a trajetória do César Reis e ficamos muito feliz ao constatar que a cada dia as fotografias dele ficam mais bonitas. É refinamento total. Abraço

      Excluir
  5. Parabéns, @César Reis. Seus registros fotográficos para além de magníficos , contam a história de São João Del Rey e Tiradentes e a nossa maravilhosa Minas Gerais.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pela presença aqui. As imagens do César Reis destacam a beleza das nossas cidades. São fotografias com alma e por isso nos tocam, nos enchem de alegria. Abraço

      Excluir
  6. O amigo da vizinhança e guardião do patrimônio e da natureza.
    Grande Cesar

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pela presença e registro. César é um cidadão atento e muito comprometido com a proteção da Natureza. Abraço

      Excluir
  7. César...meu grande amigo de infância que hoje me brinda com lindas fotos que me fazem chorar de saudades da "terrinha".Parabéns, Luiz Cruz...outro querido que também me le às lágrimas. Amo vcs!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gratidão pela presença aqui no Museu do Tiradentino. Nossa amada terrinha tem o privilégio de ter um fotógrafo com a sensibilidade do César. É uma benção. Abraço

      Excluir
  8. César, querido
    Querido César,
    Que maravilha a grandiosidade e afeto da sua vida. Fiquei emocionada e encantada.
    E realmente suas lentes oculares são belíssimas.
    Umas dicas e passeios já tive a oportunidade de ter/fazer com você; e foi maaaravilhoso.
    Você sabe que sou sua fã, ne?!?!
    Vida looonga a você para nos mostrar pelas lentes o que vê.
    Um forte e carinhoso abraço
    Fran :-)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fran, Gratidão pela presença aqui no Museu do Tiradentino. O César é um cidadão muito querido na região. Suas imagens são sensíveis e muito inspiradoras. Hahan, ele tem muitos fãs. Abraço

      Excluir
  9. Thelma do Nascimento22 de junho de 2026 às 10:35

    César é um querido, assim como sua família. Costumo falar que as suas fotos são foto-poesia!
    Bela homenagem! Luiz acertou novamente na escolha! 👏👏👏😍😍😍

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Thelma, muito obrigado por acompanhar nossas publicações no Museu do Tiradentino - Virtual. César é um amigo muito querido e que a cada dia nos propicia novos olhares sobre as cidades do Campo das Vertentes. Ele é Nota 10. Abraço

      Excluir
  10. Meu querido César é o orgulho de toda família.O amor e o olhar especial que ele tem pela Terra onde foi criado é admirável.Demonstra um entusiasmo a cada foto,a cada registro..e adora uma boa história,uma boa prosa.
    E é com esse jeitinho especial que vem ensinando ao nosso neto Bernardo,a valorizar o lugar onde vivemos .
    Com certeza está deixando um pouco de história também em sua trajetória de vida,no qual tenho o privilégio de compartilhar.
    Obrigada César por esse exemplo! Obrigada Luiz pela linda homenagem.
    Gratidão!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bernadete, gratidão por sua presença aqui. César é um grande amigo. É generoso. É perceptivo. É incansável. Quando publica uma fotografia, é show. E o neto Bernardo, que belo presente... Que alegria... E seguimos acompanhando essa dupla: César & Bernardo. Parábens Bernardete por apoiar sempre o seu companheiro de VIDA. Grande Abraço

      Excluir
  11. Fiquei muito feliz e emocionada ao ler a vida de César Reis, uma pessoa que se tornou amigo e querido por minha família através do meu marido. Conheço a Dete e a Jéssica, pessoas maravilhosas. Amei conhecer mais a história de vida do César e de seus parentes. Conheci o Sr. Paulo, um homem generoso e com grande coração! Visitei Tiradentes várias vezes, levando alunos para conhecerem essa cidade e sua história.
    Tive a honra, através do César Reis, de conhecer e entrevistar o Luiz Cruz, em meio a pandemia, que generosamente, aceitou fazer uma live com Neusa alunos, um momento inesquecível.
    Enfim, só tenho a agradecer por esse presente: o Museu Tiradentino Virtual!
    Parabéns!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Amiga, muito obrigado pela presença aqui. A rede familiar do César Reis é expressiva na cidade. Ele é uma pessoa generosa e muito sensível. O Museu do Tiradentino Virtual apresentará histórias de vidas, cada personagem com o seu talento. No caso do César é a paixão pela fotografia. Abraço

      Excluir
  12. Luiz que emoção eu senti ao ler essa homenagem ao meu irmão e a nossa família. Vc foi impecável em suas palavras. Vieram muitas lembranças boas. César é merecedor dessa homenagem,mas faltou as artes,ele era terrível. Ele era mestre nas brincadeira ,por isso o chinelo comia solto,sds dessa epoca. Fiquei imensamente feliz e agradecida!!Gratidão!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado. César tem uma história super fascinante. Ele nos contou sobre as peripécias de menino e a Educação rigorosa. Com criatividade ele conseguia escapulir de algumas chineladas; mas as vezes a chinelada era dupla, dos pais e do avô. Hoje ele conta isso com um brilho nos olhos e nos emociona. Obrigado e abraço

      Excluir

        Museu do Tiradentino  Virtual   Dona Florinda A formosa flor de cidade   Ela nasceu em 13 de març...